Lagoa da Prata / MG - quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Musculação em Crianças e adolescentes

Musculação em crianças e adolescentes


 Medicina do Esporte

  • No caso das crianças pré-púberes – em que a quantidade de testosterona disponível ainda é baixa –, o exercício resistido aumenta a força muscular, mesmo sem hipertrofia. Há também redução do risco de fraturas, pois há uma melhora na resistência dos ossos.  Essa prática também contribui para o aperfeiçoamento da coordenação motora e da execução de movimentos, assim como estimula a produção de hormônio do crescimento e testosterona; aumenta a secção transversal do osso; e melhora a força por adaptações neurais.

  • Apesar dos benefícios relatados, isso não significa que crianças ou adolescentes devam circular livres pelas academias de musculação. Como toda atividade, é preciso cuidado. Confira a seguir algumas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por meio do seu Departamento Científico de Medicina do Esporte. 

    1) É preciso fazer uma avaliação pediátrica permanente e não apenas antes de iniciar as atividades. Deve-se garantir que a criança ou o adolescente cresça e ganhe peso de forma adequada. O crescimento inadequado pode indicar um treinamento excessivo ou uma alimentação insuficiente para os exercícios praticados; 

    2) É preciso garantir a supervisão profissional, com instrutores preparados para lidar com crianças e adolescentes, oferecendo estímulos físicos adequados ao peso e à idade.

  • O treinamento para hipertrofia muscular geralmente envolve cargas de 40 a 50% da força máxima do adolescente. Isso dificilmente provocará lesão. Durante a fase de crescimento, não se deve permitir exercícios que visam o ganho de força pura, com uma a três repetições máximas (ou seja, que não consiga fazer a quarta repetição);

  • Não. A suplementação não deve ser indicada na infância ou adolescência, a não ser em casos específicos. Por exemplo, isso pode ocorrer em adolescentes que praticam atividades que exijam muito treinamento, como os esportes olímpicos. Na maioria dos casos, uma alimentação adequada consegue fornecer a quantidade de energia e nutrientes necessários para o treinamento físico. O uso de hormônios é contraindicado para crianças e adolescentes, e os pais devem observar quando o adolescente começa a apresentar ganho de massa muito rápido.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria