Lagoa da Prata / MG - sexta-feira, 23 de junho de 2017

SAÚDE: As 8 ameaças da década

Saúde: As oito principais ameaças à saúde da última década

 

 

1Influenza A (H1N1) A gripe1 influenza A (H1N1) é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus2 influenza A (H1N1). Este novo subtipo do vírus2 é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse, espirro ou de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Desde a identificação do primeiro caso da doença em abril de 2009, a gripe1 suína ou Influenza A (H1N1) tornou-se a maior preocupação em relação aos potenciais danos à saúde dos indivíduos.

Em junho de 2009 foi declarada a pandemia3 de gripe1 suína pela Organização Mundial de Saúde, significando que o vírus2 havia se disseminado em vários continentes. A declaração de transmissão sustentada do vírus2 H1N1, no Brasil, foi em 16 de julho de 2009.

Apesar da maioria dos casos evoluir bem, com restabelecimento da saúde do indivíduo, a gripe1 já matou várias pessoas no mundo todo. E começamos a observar a resistência do vírus2 aos medicamentos em alguns países.

 

2 Bisfenol A Muito se falou sobre os efeitos do bisfenol A sobre a saúde nos últimos anos.

O bisfenol A é empregado na produção de polímeros e como estabilizante em plásticos à base de cloreto de polivinila (PVC). Ele está presente em vasilhas de plástico de uso doméstico, mamadeiras de plástico, lentes de óculos, materiais automotivos, garrafas de água mineral, encanamentos de água de abastecimento, CDs e DVDs, etc.

Alguns estudos mostram que ele causa malformações congênitas em animais de laboratório, outros falam que ele apresenta atividade estrogênica intensa, que pode (dependendo da concentração) estimular a proliferação de células de câncer1 de mama.

Os efeitos deste químico no organismo humano, quando usado em baixas doses, ainda não estão claros e novos estudos precisam ser conduzidos para esclarecer estas dúvidas.

 

 

3 Brinquedos chineses recolhidos pelo risco de intoxicação por chumbo Em julho de 2007 a Mattel recolheu alguns de seus brinquedos por causa de preocupações com a tinta à base de chumbo.

Esta tinta à base de chumbo é barata, produz cores vivas, dura bastante e resiste à corrosão, mas é uma ameaça às crianças e aos adultos.

Nos Estados Unidos, a tinta à base de chumbo foi proibida em 1962 para o uso em produtos e brinquedos para crianças, apartamentos, casas, hospitais e construções. Ainda é legalmente usada em sinais1 de trânsito e em outras áreas em que ela não apresenta perigo para a saúde. As regulamentações governamentais declaram que os produtos para crianças que contêm mais de 0,06% de chumbo podem sofrer um recall, como foi o caso dos brinquedos recolhidos em 2007.

A intoxicação por chumbo ou saturnismo2 é um distúrbio crônico3. Algumas lesões podem ser permanentes, como danos cerebrais em crianças e doença renal4 progressiva em adultos.

 

4 Gorduras trans Em 2006, por determinação de autoridades sanitárias, nenhum produto poderia ter mais do que 0,2 gramas de gordura trans1 por porção, já que este tipo de gordura2 faz aumentar o colesterol3 ruim e baixar o colesterol3 bom, aumentando os riscos para a saúde cardiovascular.

Segundo as recomendações médicas, a gordura trans1 foi banida de muitos produtos, mas infelizmente foi muitas vezes substituída por gorduras saturadas, como é o caso da substituição da gordura trans1 pelo óleo de palma, rico em gorduras saturadas.

A gordura trans1 desapareceu porque é fácil de ser substituída por outros ingredientes. As melhores opções seriam o óleo de oliva ou de canola, com pouca quantidade de gordura2 saturada e maiores de mono ou poli-insaturadas, mas eles são líquidos e o custo para transformá-los em sólidos é inviável para a indústria alimentícia. Então, permanecem os riscos à saúde, apesar do quadro ser um pouco melhor após a substituição.

 

 

5 Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) Em março de 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um Alerta Global sobre a Síndrome1 Respiratória Aguda Grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome), uma pneumonia2 atípica grave, transmissível para contactantes próximos, inclusive profissionais da área da saúde. A infecção3 se espalhou na China, leste e sudeste da Ásia e Canadá principalmente.

A causa exata da manifestação ainda não foi determinada (provavelmente causada por um coronavírus). A transmissão da infecção3 recuou no início de 2004.

 

 

 

6 Estafilococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) Este tipo de bactéria1 é muito resistente a alguns antibióticos usados para tratá-lo e continua sendo um perigo para a saúde há algumas décadas.

O emprego da meticilina e outras penicilinas semi-sintéticas (tais como a oxacilina, nafcilina e cloxacilina), resistentes à ação das penicilinases, representou uma etapa significativa na terapia antiestafilocócica. Porém a resistência a esses antibióticos foi detectada dois anos após o início da sua utilização.

As linhagens resistentes à meticilina (MRSA) muitas vezes são resistentes a outros tipos de antibióticos. Para infecções estafilocócicas de caráter grave é recomendado o uso da vancomicina.

Estas ainda não são bactérias intratáveis, mas o uso dos antibióticos disponíveis atualmente sujeita os pacientes à exposição aos riscos tóxicos destes medicamentos.

Embora os MRSA sejam geralmente fonte de infecção2 associada aos meios hospitalares, existe atualmente nos EUA uma epidemia que é adquirida pela comunidade.

7 Terapia de reposição hormonal (TRH) No início desta década, muitas mulheres estavam usando a terapia de reposição hormonal (TRH) para aliviar os sintomas1 da menopausa2. Esta terapia era conhecida pelos seus efeitos protetores cardiovasculares, prevenção da osteoporose3 e de fraturas ósseas.

Em 2000, alguns médicos passaram a recomendar cuidados com esta terapia após a publicação de um artigo no Journal of the American Medical Association (JAMA) sugerindo o aumento do risco para o desenvolvimento de câncer4 de mama.

A polêmica continuou em 2008 quando a International Menopause Society disse que a TRH é efetiva para tratar os sintomas1 da menopausa2 e deve ser considerada pelas pacientes e por seus médicos.

Até o momento, as conclusões são de que para ondas de calor, pouca lubrificação vaginal e alterações do sono não há dúvidas de que a terapia de reposição de estrógeno5 é benéfica, mas o aumento dos riscos para desenvolvimento de câncer4 de mama, derrames e formação de coágulos sanguíneos são difíceis de serem ignorados.

 

8 Celulares Uma vez que se tornaram mais populares na última década, proliferaram as preocupações sobre a radiação emitida pelos celulares e a maneira como eles afetam a saúde dos usuários. Alguns estudos mostram que eles aumentam o risco de desenvolver tumores cerebrais, principalmente quando usado por crianças.

Um estudo recente publicado pelo Journal of National Cancer Institute não mostrou aumento no risco de tumor1 cerebral, mas é certo que mais estudos precisam ser realizados sobre o tema para esclarecer as dúvidas existentes.

A despeito das questões sobre radiação, os celulares podem constituir uma ameaça real por estarem sendo usados durante o tempo em que as pessoas estão dirigindo, sendo causa de acidentes.