Lagoa da Prata / MG - sexta-feira, 21 de julho de 2017

Micoses de Pele

 

Apoio aos pacientes: Micoses superficiais - Como evitá-las?

O que são micoses superficiais?

 

Também conhecidas como "tíneas" ou "tinhas", são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Os fungos podem ser encontrados no solo, nos animais e até mesmo na nossa pele, convivendo "em harmonia" conosco, sem causar doença. Em condições favoráveis ao seu crescimento, estes organismos se reproduzem e causam doença, pois passam a consumir a queratina presente na superfície cutânea, nas unhas e nos cabelos. Calor, umidade, queda na imunidade ou uso de substâncias que alteram o equilíbrio da pele, como antibióticos sistêmicos usados por longo prazo, são ideais para a proliferação de fungos.

 

Quais as manifestações clínicas das micoses superficiais?

 

As manifestações clínicas de alguns dos tipos de micoses mais frequentes são:

 

Tínea do corpo ("impingem"): forma lesões arredondadas, que coçam. O início é um ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas com o centro da lesão tendendo à cura.

 

Tínea da cabeça: forma áreas arredondadas de falhas nos cabelos, que se apresentam cortados rente ao couro cabeludo nestes locais (tonsurados). É muito contagiosa e é mais freqüente em crianças.

 

Tínea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés, podendo atingir as laterais dos pés.

 

Tínea interdigital ("frieira"): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés. Bastante freqüente nos pés, devido ao uso constante de calçados fechados que retêm a umidade. Também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão.

 

Tínea inguinal ("micose da virilha", "jererê"): forma áreas avermelhadas e descamativas com bordas bem delimitadas, que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de coceira no local.

 

Micose das unhas (onicomicose): pode apresentar-se com descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia ("unheiro"). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.

 

Intertrigo candidiásico: provocado pela levedura Candida albicans. Forma área avermelhada e úmida que se expande por pontos satélites ao redor da região mais afetada e, geralmente, provoca muita coceira.

 

Pitiríase versicolor ("micose de praia, pano branco"): caracteriza-se por manchas claras recobertas por fina camada de descamação, facilmente demonstrável pelo esticamento da pele. Atinge principalmente áreas com maior produção de oleosidade como o tronco, a face, o pescoço e o couro cabeludo.

 

Tínea negra: manifesta-se pela formação de manchas escuras na palma das mãos ou plantas dos pés. É assintomática.

 

Piedra preta: forma nódulos ou placas de cor escura grudados aos cabelos. É assintomática.

 

Piedra branca: manifesta-se por concreções de cor branca ou clara aderidas aos pêlos. Atinge principalmente os pêlos pubianos, genitais e axilares e as lesões podem ser removidas com facilidade puxando-as em direção à ponta dos fios.

 

Qual o melhor tratamento para as micoses?

 

O tratamento deve ser orientado por um médico dermatologista e vai depender do tipo de micose que a pessoa apresenta. Podem ser usadas medicações locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro. Geralmente o tratamento das micoses é prolongado, variando de cerca de 15 dias a vários meses. As micoses das unhas dos pés são as de mais difícil tratamento e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses. A persistência é fundamental para se obter sucesso nestes casos.

 

Alguns cuidados gerais são:

 

- Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da sua micose , dificultando o tratamento.

- Não interrompa o tratamento assim que terminarem os sintomas; pois o fungo , nas camadas mais profundas da pele, pode resistir aos medicamentos usados, por isso a medicação deve ser usada pelo tempo indicado por seu médico.

 

Como evitar as micoses?

 

- Evite andar descalço, principalmente em pisos úmidos ou públicos - por exemplo, em lava-pés, vestiários, saunas e praias.

- Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, escovas, toalhas de banho ou de rosto, chapéus) de outras pessoas.

- Ao sair do banho, enxugue-se bem, principalmente entre os dedos e em regiões de dobras como axila, virilha, atrás das orelhas, etc.

- Prefira meias e roupas íntimas de algodão, pois as fibras sintéticas retêm o suor.

- Leve seu próprio alicate, lixa e tesoura quando for à manicure ou pedicure. Use lixas descartáveis e limpe os outros acessórios com freqüência.

- Procure não usar o mesmo sapato dois dias seguidos.

- Nunca use a mesma meia antes de lavá-la.

- Evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo.

- Evite praias freqüentadas por cães e gatos.

- Evite o contato prolongado com água e sabão.

- Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure um veterinário.

- Evite mexer com a terra sem usar luvas.

- Dê preferência para o uso de calçados arejados e mais largos. Guarde-os em local ventilado.

- Evite roupas quentes e justas.